Os deputados
aprovaram e o Uruguai está próximo de ser o primeiro país do mundo a
legalizar a produção e a venda da maconha. Mas a lei é vista com
desconfiança pela opinião pública.
Um dia inteiro de debate, em clima de
incerteza. Um governista estava contra a proposta e fez mistério até o
fim. Foi dele o voto decisivo para a aprovação do texto.
A legalização da maconha permitirá a venda da droga nas farmácias. Até 40 gramas por mês.
Só os maiores de idade, residentes no
país, poderão comprar. A lei também libera o cultivo de até seis pés de
maconha em casa. O projeto autoriza ainda o plantio para fins
científicos e medicinais. Propaganda da droga será proibida, como também
o consumo em ambientes públicos.
Para o governo, a legalização vai combater o crime organizado, o tráfico, que tem o usuário de droga como refém.
“Estamos fazendo uma regulamentação
abrangente: produção, distribuição, comércio e consumo”, afirma o
deputado da frente ampla governista, Sebastian Sabini.
Mas a oposição diz que nova lei vai estimular o consumo da maconha, sem atingir o narcotráfico, que lucra mais com a cocaína.
“É necessário mudar o panorama atual, mas estamos no caminho errado”, argumenta o oposicionista, Gerardo Amarilla.
Dois de cada três uruguaios são contra a
legalização da maconha, segundo pesquisas divulgadas esta semana. Mas a
proposta tem o empenho pessoal do presidente José Mujica e conta com a
simpatia de alguns organismos internacionais, como a OEA, que vê
condições para o país testar políticas novas. O projeto agora segue para
o Senado.
Fonte: Bom Dia Brasil